ACSC promove live sobre o movimento “O que importa para você?”

Postado por admin

Na manhã da última sexta-feira, 28, os colaboradores da Associação Congregação de Santa Catarina participaram de uma live sobre o movimento “O que importa para você?”, tão conhecido e disseminado entre as Casas de Saúde e Lar Madre Regina. O objetivo foi realizar um bate-papo para que os participantes compreendessem a iniciativa e, também, resgatassem a essência da empatia no cuidado com os pacientes e assistidos, principalmente durante a pandemia.

A Diretora Corporativa de Qualidade e Segurança do Paciente, Dra. Camila Sardenberg, abriu o evento falando sobre o nascimento do movimento e como os colaboradores fizeram isso acontecer dentro da ACSC. “Nós até podemos fazer as campanhas, mas elas só se transformam em movimento se as pessoas enxergarem valor. Precisamos que as pessoas se engajem com a causa, e foi isso que aconteceu.”

Segundo a Diretora, na ACSC, o movimento iniciou em 2016, de forma singela, mas os colaboradores souberam como fazer. “Somos pioneiros no Brasil e somos citados e reconhecidos por isso (…) O movimento proporciona reflexões, pois a medicina avançou tanto que nós perdemos um pouco o contato humano, como se a nossa função fosse apenas curar e perguntamos apenas aquilo que está em nosso controle, o que está no prontuário. Então, quando perguntamos ‘O que importa para você?’, nós vamos além, compreendemos as prioridades e nos conectamos com o paciente”, explica.

Após a introdução, a live trouxe alguns cases de sucesso que aconteceram nas Casas de Saúde. O primeiro case foi o do Hospital Santa Teresa (RJ), apresentado pela nutricionista da Casa, Ana Luiza Braz, e pela copeira, Sheila Silva, juntamente com a equipe de Nutrição. “Aqui surgiu uma iniciativa, em março, assim que começamos a receber nossos primeiros pacientes com Covid-19. Com a impessoalidade em lidar com o paciente isolado, ficamos um pouco incomodadas. Até que as nutricionistas tiveram a ideia de mandar mensagens de apoio na tampa das quentinhas. É uma forma de mostrar a eles que nós estamos ali para fazer o nosso melhor. Os pacientes se emocionaram muito”, explica Ana Luiza. “Quando pudemos entrar no quarto para entregar a quentinha, já vimos o paciente com os olhos marejados. Foi muito gratificante e emocionante”, relata Sheila.

Em seguida, Márcia Fidalza, gerente assistencial do Hospital Santa Isabel (SC), compartilhou com os colegas o case da Casa. “Durante a pandemia, tivemos pacientes que ficaram longe dos familiares, nós nos unimos para que eles se fortalecessem e fomos um alicerce entre eles e suas famílias, seguindo o Modelo Assistencial de Enfermagem (MAE), cujo propósito é o cuidado com amor”, conta. A psicóloga Vanessa Beck também relatou uma história: “O padre Olindo, com 88 anos, estava na UTI e sedado. Os familiares enviaram a ele áudios e orações. Fizemos também um momento de oração online com outro padre, Carlos, e com a família. Naquele momento, tivemos certeza de que o nosso paciente poderia falecer da mesma forma como ele viveu, em oração e com fé”, conta.

Fechando os cases, a psicóloga Giovana Lenzi, do Hospital Santa Catarina (SP),apresentou o projeto de cartas terapêuticas, que já entregou mais de 300 correspondências de familiares e amigos aos pacientes. “Com o início da pandemia, nos deparamos com muitas limitações. Pensamos em como conseguiríamos aproximar o familiar do paciente durante o isolamento e então surgiu essa ideia. A escrita é capaz de amenizar as angústias, tanto de quem escreve quanto de quem recebe. Essa ação criou uma rede de apoio, pois, além de contarmos com a ajuda da equipe de Enfermagem para fazer a entrega e a leitura das mensagens, muitos familiares quiseram escrever agradecimentos aos profissionais de saúde também”, conta.

Para finalizar, os participantes responderam perguntas dos espectadores. Houve, também, um momento interativo muito especial, em que os colaboradores enviaram os principais sentimentos que a pandemia lhes ensinou. As palavras “empatia” e “resiliência” foram as mais citadas. Agradecemos a presença de todos e esperamos que o evento tenha reforçado a nossa vontade de perguntar o que importa ao próximo.

Confira alguns momentos da live:

2020.09.01



1 Comentário

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  1. Regiane disse:

    Gostaria de parabenizar os colaboradores do hospital Santa Catarina, Santa Isabel e Santa Teresa pela sensibilidade, empatia e compaixão demonstrada durante a explanação das histórias.
    O que importa para mim? É trabalhar com gente assim: competente e “do bem”.
    Parabéns Gabriela e Aline pela dedicação e primor, foi muito emocionante, obrigada!!

    Regiane

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