ACSC no combate à exploração sexual

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Maior país da América Latina, o Brasil ocupa também o primeiro lugar em um triste ranking: o da exploração sexual de crianças e adolescentes. O dado divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) ganha ainda mais força com a realização da Copa do Mundo de 2014. De olho na importância desse debate, a Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), entidade filantrópica, entra no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a partir de uma campanha que mobilizará suas 34 Casas existentes em sete Estados brasileiros.

Responsável pela gestão de serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, a ACSC conta atualmente com cerca de 15 mil colaboradores em todo o País. A Associação aposta no poder de disseminação de informações entre os membros deste grupo para, a partir de uma campanha interna, ampliar o debate e a vigilância em torno desta questão nas comunidades onde a entidade está presente.

Todas as áreas de atuação da ACSC estão sendo envolvidas na campanha, cujo potencial de disseminação e orientação junto às famílias é ainda maior.

“Esta é uma questão muito séria para o país, cujo combate demanda a sensibilização e o empenho de todos os brasileiros. Se cada cidadão, empresa ou instituição fizer a sua parte, certamente, conseguiremos fazer a diferença. Para nós da Associação Congregação de Santa Catarina tratar o ser humano com respeito e dignidade é um valor maior, que rege tudo em que acreditamos, por isso estamos propondo essa ação nas nossas Casas, para levar às comunidades que atendemos a consciência de que é importante batalharmos juntos para dizimar este crime”, diz Antônio Azevedo, diretor corporativo de filantropia da ACSC.

Triste estatística

Por se tratar de um tema delicado, o próprio Governo Brasileiro tem dificuldade de precisar a quantidade de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual. No entanto, o Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), no ano de 2011, traçou o perfil das vítimas. Dos 14.625 casos pesquisados, 22% envolveram crianças de até um ano de idade, e 77% dos abusos são praticados contra meninas e meninos de até nove anos. Nessa última faixa etária, a agressão sexual é o segundo tipo de crime mais praticado, atrás apenas de abandono e negligência.

“As estatísticas da exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil são deploráveis. Se não agirmos incisivamente no cerne desta questão, observando, orientando e denunciando qualquer suspeita de exploração sexual, jamais combateremos esse mal. Por isso, esta ação vem ao encontro ao Lema da Campanha “Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater”, visto que é um tema que deve ser lembrado em todos os dias do ano. Por termos uma quantidade grande de atendimentos de crianças e adolescentes na entidade, temos a responsabilidade social de participar ativamente de todos os movimentos no Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, conclui Juliana Lie Ioshimatsu, analista de responsabilidade social da ACSC.

2014.07.21



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