10 princípios que Maria usou para educar Jesus

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A obra de Augusto Cury “Maria, a Maior Educadora da História” traz uma análise sobre como Maria educou seu filho Jesus. De acordo com o autor, Jesus foi educado baseado em 10 princípios:

1. Contrato de risco

Logo após o nascimento de Jesus, José a Maria o levaram para Jerusalém, para apresentá-lo ao templo. Após a apresentação, um homem idoso chamado Simeão revelou aos pais que a história de Jesus foi tecida por paradoxos. “Ele foi amado e odiado, aplaudido e vaiado, recebido com entusiasmo e rejeitado com inigualável fúria”, diz trecho da obra.

Não bastasse isso, Simeão disse a Maria que “Jesus abriria como lâmina a alma humana para expor os pensamentos de muitos”. Maria não compreendeu o significado dessas palavras. Mesmo assim, não se intimidou diante delas.

Diante de todos os riscos que o nascimento de Jesus envolvia, Maria não teve medo dos eventos adversos da vida. Maria tinha de ser muito mais que uma educadora sensata, pois não sabia quais seriam os percalços do caminho, mas estava disposta a ir em frente. “Educar é caminhar sem ter a certeza de onde se vai chegar”, adverte o autor.

2. Rápida em agradecer e corajosa em agir

Todos sabemos que e preciso controle emocional quando tudo dá errado para não se achar desafortunado, malsucedido, destinado a ser um derrotado. “É preciso audácia para fugir quando necessário e ousadia para enfrentar quando for imperativo”, pontua Cury.

Apesar de sofrer uma perseguição implacável e inexplicável, Maria procurou sobreviver como podia e com o que tinha. “Ela não reclamava, pois, apesar de ter perdido tudo materialmente, o seu verdadeiro tesouro estava intacto: seu filho”, sinaliza o escritor.

Assim, é possível concluir que um princípio fundamental da educação que Maria prestou a Jesus é de que os filhos e os alunos são tesouros. “Ensine-os a não ter medo da vida, mas a sobreviver às circunstâncias adversas, pois, mais cedo ou mais tarde, elas virão. Quando elas vierem, não gaste sua energia reclamando, use-a para ter coragem para reagir, para produzir ações destemidas”, conclui.

3. Intuição

Cury defende que a intuição é o momento de interiorização quase “mágico”, mas não sobrenatural, “em que nos esvaziamos dos nossos preconceitos para ver o que não é perceptível aos olhos, para compreender o que é intangível, o que está nos bastidores”.

Apesar de um anjo ter anunciado o nascimento de Jesus, ele não entregou para Maria um manual de instruções. Imaginem a confusão que deveria pairar na cabeça de Maria. Mesmo assim, sem uma direção clara, ela foi escolhida não porque sabia muito, mas porque era uma especialista em aprender. “Em cada situação complexa ela tinha de se abrir inteiramente para procurar respostas para situações inesperadas. A intuição era sua bússola”, diz o autor.

4. Educar o filho para servir a sociedade

Segundo Cury, educadores respeitados preparam os jovens para andar na luz, Maria foi mais penetrante, sonhava que seu filho fosse luz. A diferença é grande e as consequências dessa trajetória educacional são muitas. “Quem anda na luz precisa ser conduzido, quem é luz tem compromisso social, ajuda os outros a caminharem, areja a inteligência de terceiros”, explica.

5. Espiritualidade inteligente

Ao estudar a história de Jesus e de Maria, é notável que o menino cresceu sem privilégios sociais, mas com grandes privilégios intelectuais. “Não se sentou nos bancos de uma escola clássica, mas fez reuniões fantásticas com sua mãe na escola da existência”, metaforiza.

O canal de comunicação de Maria com Deus não era fundamentado em rituais, palavras decoradas, sacrifícios programados, mas num diálogo aberto, singelo, sem barreiras. “Nós diminuímos Deus no teatro da nossa mente, Maria teve a ousadia de dizer que O engrandecia, O exaltava, O condecorava”, conta Cury.

6. Proteção da Emoção

Respeitados educadores ensinam os jovens a ter cuidado com seus objetos, não destruir seus materiais didáticos, não manchar suas roupas e a cuidar do seu corpo evitando acidentes e tendo higiene pessoal. Mas esquecem de ensiná-los a proteger o mais difícil espaço de ser humano, a sua emoção.

7. Ambição interior

Incentivar os jovens a ganhar dinheiro, ter espaço social e ser reconhecidos profissionalmente é importante, pois uma pessoa frustrada social e profissionalmente quase sempre é mal-humorada, pessimista e destituída de ânimo. Trabalha pelo salário no final do mês e não por prazer.

A educação da Maria para Jesus não era passiva, distraída e sem direção. Ela tinha metas de desenvolver nele tranquilidade, perspicácia, segurança, sociabilidade, emoção cativante, capacidade observadora e alvos claros de vida.

Muitos pais nunca prestaram atenção na necessidade vital de estimular seus filhos a ter ambição interior. “A maioria os coloca na escola atribuindo a ela uma responsabilidade que é deles”, critica o autor.

8. Contemplação da natureza

De acordo com Cury, Maria conseguia mais do que admirar a natureza, ela a contemplava. “Contemplar a natureza é observar atentamente, penetrando nos detalhes mais ínfimos, captando cenas únicas que só um olhar contemplativo pode enxergar. Além da observação atenta, contemplar significa também abrir o leque da inteligência e se colocar diante de um som ou de uma imagem e se deixar encantar, se envolver”, diz.

Jesus analisava o comportamento humano da mesma forma que contemplava a natureza. Assim, diversas ideias surgiam em sua mente, tendo como pano de fundo a reflexão feita com base na natureza.

9. Inteligência para construir um projeto de vida e disciplina para executá-lo

Maria teceu o projeto de educar o filho do Altíssimo. Todo seu ser foi envolvido nesse projeto. Suas metas eram claras. “Ela fazia escolhas constantemente para atingir seus alvos. Perdia para ganhar. O mundo podia difamá-la, mas ela não se desviava da sua trajetória de vida”, diz o escritor.

10.  História de vida

Apesar da escassez de recursos financeiros, Maria lutava para sobreviver. Como mãe não podia dar presentes, nem tecer vestes caras para seu filho. “Porém, deu o mais excelente presente que um ser humano pode oferecer para quem ama: a sua própria história”, completa o autor.

Dar a própria história, com suas incoerências e dificuldades, e não apenas com seus acertos, é o mais excelente princípio para a formação da personalidade de uma pessoa. “O excelente educador é o que abraça quando todos rejeitam. Como? Contando as suas próprias rejeições. É o que aplaude os que jamais subiram no pódio. Como? Revelando seus fracassos. É o que encoraja os que querem desistir. Como? Revelando os momentos em que ficou inseguro. E o que ensina a chorar contando as suas próprias lágrimas”, finaliza Cury.

 

2013.01.24



2 Comentários

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  1. Eliane da Silva Mota disse:

    Boa noite! Parabéns pelo conteúdo. É sem dúvida a matéria mais tocante, sensível, coerente e linda que vocês já publicaram. Jesus Cristo foi sem sombra de dúvida o maior líder que o mundo já conheceu. Mas, foi a primeira vez que enxerguei no papel de Maria a maior educadora.
    Parabéns mais uma vez. Estou emocionada!

    Eliane Mota

  2. Maria Engrácia R.Gomes disse:

    Se todos os pais educassem seus filhos para uma vida futura, não materialista, baseada na Lei de amor ao próximo, não teríamos um Planeta com tantos conflitos existenciais.Que sejamos mais Marias neste mundo tão pouco espiritualizado.

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