10 de setembro – Primavera: estação da catapora

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O final do inverno e início da primavera é o período de maior infecção por catapora. Mas se engana quem acredita que as crianças são as únicas com risco de contrair a doença. No Brasil, estima-se que de 20% a 30% das pessoas com idades entre 15 e 24 anos, e 10% daquelas com mais de 25, ainda não tenham contraído catapora.

No adulto, a doença costuma ser mais grave, com uma taxa de letalidade de 15 a 40 vezes maior que a verificada entre crianças saudáveis. Além disso, a ocorrência de catapora em gestantes implica em alto risco também para o feto.

A imunização é o meio mais eficaz de prevenção. Porém, o índice de vacinação, principalmente entre os adolescentes, ainda é baixo. Contribuem para esse quadro a falta de prescrição e informação, o medo da injeção ou de “pegar a doença” e o fato de a vacina ainda não estar disponível na rede pública de saúde.

A catapora é uma importante causa de faltas ao trabalho, o que aumenta o impacto econômico da doença. O doente perde pelo menos dez dias de aula ou trabalho, e, nos casos mais graves, pode sofrer dor física, desconforto, trauma, sequelas permanentes ou mesmo a morte.

Atenção aos sintomas

Os primeiros sinais da doença são tosse, coriza e febre, sintomas semelhantes ao de um resfriado. Eles se manifestam depois do período de incubação do vírus. Em seguida, começam a aparecer pequenas manchas no abdômen, costas e peito, que viram “pontinhas” vermelhas e que evoluem para bolhas até se tornarem crostas. Isso acontece entre sete e dez dias.

Normalmente, uma pessoa tem de 200 a 500 bolhas. As principais complicações são infecções das lesões da pele, comprometimento do sistema nervoso e das vias respiratórias. Ao coçar as feridas, o doente deixa a pele vulnerável a micro-organismos e o quadro pode evoluir para infecções bacterianas secundárias, como a erisipela. A fase de contágio se dá cerca de 48 horas antes de surgirem os sintomas, o que facilita a transmissão, e perdura até que todas as lesões da pele tenham se tornado crostas.

Esquema de vacinação

Não são raros os casos de doença leve em pessoas que tomaram apenas uma dose da vacina, por esse motivo se recomenda a aplicação de duas doses. Os profissionais da educação, pelo maior contato com crianças, devem ter atenção redobrada à vacinação.

 

2013.09.10



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