HNSC disponibiliza tratamento de quimioterapia em casa

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Uma novidade implementada no Hospital Nossa Senhora da Conceição (SC) tem beneficiado os pacientes atendidos pelo SUS que necessitam de tratamento de quimioterapia. Trata-se da bomba de infusão elastomérica, um aparelho portátil que permite que o tratamento seja administrado em casa, dispensando a necessidade de internação.

O infusor é uma novidade para pacientes do SUS, e desde que esse serviço foi implementado no HNSC, no final do ano passado, uma média de 60 pacientes por mês já utilizam a bomba domiciliar gratuitamente. Ela fica na cintura do paciente e é conectada a um cateter debaixo da pele, dando mais autonomia e liberdade de movimentos ao paciente.

Segundo a responsável técnica pela Oncologia do HNSC, a oncologista Aline de Souza Rosa da Silva, outra vantagem dessa técnica é que os leitos de internação ficam livres para atender outras situações emergenciais. “O infusor foi um grande ganho para quem faz tratamento pelo SUS e precisa de medicação prolongada. O paciente recebe o mesmo tratamento que faria internado, as mesmas doses e tempo de infusão, mas pode fazê-lo com mais tranquilidade e confiança”, explica a especialista.

Tratamento em casa

Rone Maria dos Santos, de 49 anos, descobriu no final de 2019 que tinha câncer de estômago. Ele deu entrada às pressas na emergência do HNSC com fortes dores abdominais e foi diagnosticado pela equipe de oncologia e encaminhado para iniciar a quimioterapia com o aparelho portátil. “Eu moro em Laguna e tenho só minha filha para cuidar de mim, por isso é essencial estar ao lado dela. Esse serviço facilita não apenas a quimioterapia, mas reduz os deslocamentos ao hospital para quem é de outra cidade”, avalia Rone.

Outro paciente oncológico do HNSC, Manoel Miguel, de Braço do Norte, já precisou fazer a quimioterapia internado, dois anos atrás, quando enfrentava outro câncer. Agora em nova batalha, ele utiliza a bomba domiciliar. “Me sinto melhor e com menos efeitos colaterais, porque posso estar no convívio familiar sem que as pessoas precisem se deslocar pra me acompanhar no hospital. Também tenho mais mobilidade e continuo realizando minhas pequenas tarefas”, afirma Miguel.

2020.02.18



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